sexta-feira, 1 de dezembro de 2017



Olá! Sou Flávia Marianno, sou Mãe, Psicóloga e Coach de Mães, sou também Filha, Esposa, Mulher, Empreendedora;  não necessariamente nesta ordem. Hoje eu vim compartilhar minha história com vocês.
Há 10 anos reencontrei uma paixão de adolescência, naquela época chamávamos de namoradinho. Eu separada há 1 ano sem filhos e ele recém-separado e com 2 filhos. Imediatamente nos conectamos e começamos a namorar. Revivemos toda aquela paixão de adolescência. Namoramos por um ano e decidimos morar juntos. Mudei-me de mala e cuia pra cidade dele, no interior de Minas. Eu sou de Belo Horizonte, sempre vivi aqui, mas me agradava a ideia de morar no interior. Mesmo ele tendo dois filhos do primeiro casamento, eu disse a ele que queria ter um filho, e ele concordou. Não demorou muito, eu engravidei.
Foi uma gravidez tranquila, tive algumas alterações de pressão que precisaram de um pouco mais de cuidado, mas fora isso, foi tudo bem. Trabalhei até uma semana antes da chegada do meu bebê! Estava muito feliz! Afinal, era um sonho se realizando!
Ainda no hospital, eu vi que tinha algo errado comigo, mas não dei muita importância. Senti muita dor no pós-parto, estava me sentindo meio aérea. No dia da minha alta hospitalar, o médico me disse que, se eu quisesse ter outro filho, era pra eu engravidar de novo em 6 meses.  Quase morri! Com a dor que eu sentia nem sonhava em ter outro filho.
Fui pra casa e lá as coisas começaram a complicar. Já nas primeiras horas, eu não sentia aquela felicidade toda que achei que fosse sentir. Amamentar é dolorido, meu leite empedrou e a dor era intensa. A sensação que eu tive na época era de uma total conexão com o bebê e uma total desconexão de mim mesma.
Sentia-me presa, perdida, com uma responsabilidade gigante nas costas e com muito medo de não dar conta. Mal dava o peito e já passava o bebê pra minha mãe. Eu só chorava.
Minha vontade era sair correndo e voltar pra minha vida de antes  dele nascer. Eu me sentia péssima com isso.  Porque ao mesmo tempo em que sentia esta rejeição também meu amor aumentava a cada dia.
No início todo mundo me falava que isso ia passar, que era assim mesmo. Mas depois do primeiro ano de vida, que foi um ano até tranquilo, tudo começou a piorar. Meu marido quis começar a sair, eu não tinha vontade nenhuma de sair de casa. Estava me sentindo cada dia mais sozinha, e sentindo ele se afastando de mim. Começaram as brigas sem fim.
Depois de algum tempo, eu fui diagnosticada com hipertensão, e a cardiologista também diagnosticou a Depressão pós-parto. Meu mundo caiu aí! Como assim, eu estava com depressão?? Eu desejei este filho? Eu sou psicóloga, como eu não percebi  isso antes? Fiquei pior do que eu já estava. No caminho pra casa, eu chorei muito e precisei tomar uma decisão. Ou eu me afundava cada vez mais na depressão, ou eu ia me curar e voltar a ser quem eu era antes!
Afinal, como eu poderia amar meu filho e cria-lo estando desconectada de mim mesma? Não tinha como fazer isso? Como eu ia ensiná-lo sobre amor se meu amor próprio estava em desequilíbrio?
Fiz uma lista de tudo que eu gostava de fazer antes dele nascer e que deixei de fazer. E uma das coisas que me dei conta é que eu adorava meditar, e desde que engravidei não fiz isso mais.
Então foi a primeira coisa que retomei. No início não foi fácil reintegrar a meditação na minha atribulada rotina. Comecei com poucos minutos, e fui aumentando aos poucos, até consegui r incorporar 30 minutos diários na minha rotina. E graças a Deus, à minha decisão de sair dessa situação, ao tratamento correto que fiz e ao apoio da meditação, eu fui me conectando comigo mesma de novo. Fui me redescobrindo  e até descobrindo algumas coisas que eu não sabia. Fui reequilibrando minha vida, e a minha vontade de ser eu mesma de novo! Eu mulher, Eu mãe, Eu profissional, Eu amiga, Eu filha. Eu!!
Amar-me com meus defeitos e dificuldades, me amar como eu sou! Não sou perfeita, tenho muito que aprender! E aprendi e aceitei que nós mães, nascemos junto com nossos filhos. A maternidade é dúbia, nasce uma vida nova em você; morre quem éramos antes, nasce uma nova mulher.  A maternidade é de dor, até mesmo física, mas também de um Amor imensurável.
A Maternidade é linda, difícil sim no início, mas não menos linda por isso!!!
A Maternidade nos transforma!
Só nos tornamos mães, sendo!!
O amadurecimento que eu achava que eu tinha antes, não chega nem perto do amadurecimento que tenho hoje, após me tornar mãe.

Depois de todo este processo passei a trabalhar apoiando outras mães nessa caminhada! E hoje sou feliz, equilibrada e realizada com a maternidade!!! Acredite, é possível!!!

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